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sábado, 30 de julho de 2011

frango com mamão verde

Ato e desato nós
Etéreos como o vento
Só pra te amarrar
Dentro
Não é nó de marinheiro
É nó de escoteiro


Um dia desses, assistindo um dos muitos programas de culinária da TV, vi uma combinação que me despertou interesse: frango com mamão verde. E vendo o programa mostrar o interior da índia, me lembrei de Rudyard Kipling, autor Britânico, nascido na Índia, que me traz boas lembranças. Fui Aquelá, chefe dos lobinhos e sempre gostei do Kipling, que escreveu entre outras obras, o “livro da selva”, adotado por Baden Powell, criador do escotismo, como parte do mundo lúdico que acompanha os pequenos escoteiros, os lobinhos.
A culinária do noroeste da índia é diferente daquela culinária que nós aqui conhecemos como “comida indiana” - Salmosas (uns pasteizinhos), chapatis (pão sem fermento, assado na chapa), chutney (doces que acompanham as refeições, feito com manga, abacaxi ou tomate, para ficar nos mais conhecidos). Nessa região que o programa mostrou eles usam muito mais ingredientes frescos para dar o sabor, e muito tempero. Não vi a receita e fui fazendo algumas tentativas até chegar nessa que escrevo aqui. Uma preocupação que sempre tenho nesses momentos é de “abrasileirar” a receita. Nosso paladar nem sempre tolera com prazer algumas misturas ou temperos mais fortes. Nessa receita, acrescentei o mamão verde ao frango, mas não abusando dos temperos fortes.



Frango com mamão verde

Ingredientes:

½ quilo de peito de frango cortado em pedaços
½ quilo de mamão verde cortado em pedaços
2 cebolas picadas
3 tomates maduros picados
Alho picado
Orégano (de preferência, fresco)
Salsa


Modo de fazer:

Frite os pedaços de franco com um fio de óleo em uma frigideira, até ficarem selados. Acrescente os pedaços de mamão verde, os tomates, o alho e as cebolas. Coloque água até cobrir e deixe no fogo até o molho engrossar, quando o molho estiver quase ponto, acrescente o orégano e a salsa. Fiz um arroz branco de acompanhamento.

terça-feira, 21 de junho de 2011

pão de batata salsa

um dia resolvi parar de contar o tempo!
não me parecia lógico que cada novo dia 
seria menos um que vivi,
ficar contando o tempo
como se isso fosse uma grande vantagem.
vinte anos, trinta anos, quarenta anos...
quando começamos a contar o tempo
em décadas e não em anos percebemos
que o tempo passa muito rápido.
resolvi parar de contar o tempo
não vou parar o tempo,
mas pelo menos não fico fazendo conta...

Junho é o mês do meu aniversário. E como todo geminiano legítimo, não acredito em horóscopos... a menos que ele seja ótimo! Quando comecei a escrever este texto pensei nisso: “será que tem receitas para cada signo”? Nestes tempos em que se acha de tudo na internet, isso é tão fácil como uma googleada, o oráculo desse nosso tempo. E lá estava: (em vários lugares o mesmo horóscopo, sem os créditos) Gêmeos - 21 de maio / 20 de junho. Este signo se alimenta aos poucos, em pequenas quantidades e ao longo do dia, o que é de grande sabedoria para ele. Amigo dos vegetais e das misturas bizarras (azeitonas, uvas e rúcula, por exemplo) Gêmeos capricha nos temperos inventivos, mas sabe apreciar uma pizza na brasa e até um bom fast-food. A comida precisa ser bem variada, colorida e leve, com sabores tendendo ao ácido e ao amargo, mesmo nas sobremesas frias e leves.
Como em quase todo horóscopo, achei que “bate” em algumas coisas como os “temperos inventivos” e a “comida colorida”. Mas não gosto de azeitonas! Bolotas esverdeadas e egoístas querem toda a atenção do paladar para elas. Mas sem querer criar polêmica com a empadinha, deixe lá a azeitona.
Isso, de tentar agrupar cardápios por signos, me faz pensar na função primeira da comida. É o combustível para o nosso corpo físico, e parto desse princípio cada vez que vou pra cozinha. Mas... Sempre tem um mas...
Comer também é o combustível para o nosso “eu”. Cheiros ativam a memória. Sabores também. Algumas comidas têm significados em nossas vidas que vão além do simples “combustível” que nos ajuda a ficar vivos. Momentos, lugares, pessoas. Em muitas situações a comida é motivo de uma boa lembrança. E sempre é bom ficar com boas lembranças presentes.
Cozinhar é um pouco isso, entender qual comida vai agradar aquele “eu”, e como diz aquela música do Erasmo que aposto que poucos lembram: mesmo que seja Eu!
E para essas noites frias, um pão leve, macio, saboroso feito com batata salsa.

Ingredientes:
500 g. de farinha de trigo
01 xícara (chá) de leite
02 tabletes de fermento
½ kg. de batata salsa bem cozida (também chamada de mandioquinha)
04 colheres (sopa) de açúcar
01 colher (sopa) margarina
02 ovos
02 colheres de óleo
01 colher (chá) sal

Modo de fazer:
Misture todos os ingredientes e amasse até desgrudar das mãos (acrescente mais trigo se necessário). Coloque a massa, moldando os pães em uma forma untada. Asse em forno quente

quarta-feira, 27 de abril de 2011

das conversas e outras delícias....

"o gosto
 do teu
gosto
tem gosto
de gostosura..."

das conversas e outras delícias...
 pra se fazer ótimas viagens conversando. Na faculdade nos ensinam que o emissor tem que se fazer entender pelo receptor, mas sempre pensei que não entender pode ser mais instigante ainda. Fico intrigado quando não entendo algo. Isso é um novo motor de busca que é acionado, preciso entender como funciona, o que acontece, como, quando, onde. Quero desvendar todos os véus.
Talvez a paixão pela cozinha tenha acontecido justamente nesse contexto: como fazer isso aqui ficar gostoso? Conversar é trocar, é algo que damos e ganhamos com isso e adoro trocar receitas, aprender os segredos, desvelar os mistérios do forno e fogão.
Uma vez alguém me chamou de garatéia, e como não sabia o que era e fui ao dicionário (é, havia um tempo que a gente usava o dicionário e não o Google!). A garatéia é um objeto parecido com anzóis, usado para recuperar objetos no fundo de um rio, fazendo uma alusão ao “enrosco” que faço quando encontro um amigo e fico conversado.
Se a vida é como um rio e passamos por ela, quero mesmo ser como uma garatéia, parando, enroscando, descobrindo, cozinhando...
A receita desse mês é uma carne cozida que como desde sempre, talvez a receita que mais gosto das muitas delícias que minha mãe faz

Posta desfiada
Ingredientes

01 quilo e meio de posta vermelha (a posta vermelha também é chamada de
coxão duro, fica junto à picanha e tem uma camada de gordura que deve ser mantida no cozimento)
03 cebolas
Alho picado
Salsa picada
01 colher e meia de sal

Modo de Preparo
Em uma panela de pressão, coloque um fio de óleo de frite todos os lados da posta, até ficar com a aparência de um belo bife ao ponto. Corte as cebolas em pedaços e refogue com a carne dentro da panela, quando a cebola estiver começar a murchar, acrescente o alho e refogue. Cubra a carne com água e coloque o sal. Cozinhe durante uma hora aproximadamente e desligue a panela deixando sair a pressão. Termine o cozimento com a panela aberta por mais meia hora, para o molho engrossar e coloque a salsa.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

cardápios...

olhei pela janela
a chuva caindo,
à mingua,
quase envergonhada.  
choro, pensei!
é choro sim,
uma coisa que
a saudade explica....


A folha em branco é o grande desafio do escritor! Quer dizer, pra que essa frase faça sentido, talvez a “folha em branco” deva ser substituída pela “tela em branco” do computador. Começar um texto é o começo da caminhada para o topo da montanha, onde o final desse texto apresenta um horizonte (quase sempre) tranqüilo...
             E essa “folha em branco” aparece na hora de resolver o cardápio do dia. A frase “não sei o que vou fazer hoje” é mais comum que arroz com feijão. Com a influência da culinária de outros paises, nossas referências foram mudando ao longo do tempo. Podemos ver isso claramente nos cardápios dos restaurantes, principalmente nos restaurantes que vendem a comida por quilo. Salada russa! Acho que essa expressão, já pouco usada, definiria melhor alguns desses cardápios. Acredito que a palavra chave nesse caso é planejamento. Sem planejamento, criar e executar um cardápio é muito difícil. Às vezes a falta de um ingrediente, que, mesmo com uma importância pequena, pode modificar ou inviabilizar uma receita. Para comer melhor é preciso ter um planejamento. Dietas são inviáveis sem ele – ou alguém consegue fazer diversas pequenas refeições por dia, sem pensar nisso antes para saber o que e onde comer?
O mundo não é binário, as coisas não são sim ou não como nos ensinava a lógica cartesiana. O indefinido está presente no humano e isso nos diferencia uns dos outros, felizmente. Pra uns está quente enquanto que pra outros, falta sal. Essas diferenças nos unem e nos separam, em movimentos. Cardápios que fazem sucesso levam em conta isso, nossas diferenças. Algumas épocas do ano nos ajudam um pouco. A quaresma é uma dessas épocas e mesmo com a questão religiosa diminuindo ao longo do tempo, criou-se um hábito de comer peixe nesse período. Sugiro uma receita rápida e leve, deliciosa e simples com bacalhau.

Espaguete com bacalhau

Ingredientes: (para 06 pessoas)

Meio quilo de bacalhau desfiado
Meio quilo de espaguete de grano duro
01 abobrinha
01 cebola grande
01 dente de alho
Óleo de oliva (ou qualquer óleo vegetal)

Modo de fazer:

Corte a abobrinha, a cebola e o alho em pequenas tiras e coloque em uma frigideira grande com um fio de óleo para fritar. Dessalgue o bacalhau (não retire todo o sal, o sal que fica no bacalhau irá salgar o prato) e acrescente na frigideira. Enquanto isso deixe o espaguete cozinhando com uma colher de sal. Os processos de cozimento e de fritura devem demorar aproximadamente uns 10 minutos. Ao final do cozimento do espaguete, retirar a água e colocar o espaguete na frigideira, incorporando aos outros ingredientes.